Camboja: 30 dias no inferno

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Muito antes de definirmos essa viagem a Amanda tinha me dito que tinha medo de sentir-se mal ao ver a pobreza de países como esse.

Eu disse que não me preocupava com isso, que esse tipo de coisa não me afetaria.

Agora, vendo todas essas crianças na rua transformadas em pequenos criminosos, tentando arrancar qualquer coisa dos turistas enquanto seus pais jogam conversa fora no meio-fio, fica difícil.

Por mais que eu acorde com a melhor das intenções, tentando ver o lado bom das coisas, esse lugar se supera em me deixar com nojo mais uma vez.

Seja pela falta de respeito que os locais tem com mulheres, pelo transito em que impera a lei do mais forte, pela arrogância da classe abastada que teima estacionar seus carros na calcada, pelas toneladas de lixo jogadas no chão, nos rios e praias, pelos inúmeros estrangeiros pervertidos procurando crianças – e os inúmeros locais explorando esse mercado, pela corrupção que virou lei e faz o Brasil parecer a Suécia, pelos bandidos que roubam a torto e a direito com a conivência da policia, pelos policiais que passam o dia escorados pelos cantos, pela foto do primeiro ministro e do partido estampados por todo pais ou pelo racismo disfarçado de orgulho étnico, eu vejo meus dias terminarem piores que começaram.

Mais alguns templos e outros pontos turísticos “imperdíveis” e deixamos esse inferno-na-terra. Quem sabe rumo a outro pior.

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